20 de fevereiro de 2026 | Dr. Mario Delgado Nos últimos anos, o termo TRT (Terapia de Reposição de Testosterona) ganhou popularidade nas redes sociais. Influenciadores, academias e fóruns online passaram a exibir resultados rápidos e corpos transformados, o que despertou o interesse de muitos homens em buscar soluções “fáceis” para aumentar energia, força e desempenho sexual. Mas a reposição de testosterona sem indicação médica pode ter efeitos colaterais sérios, incluindo infertilidade, atrofia testicular e até piora da ereção, mesmo quando “funciona no início”. Quando a testosterona realmente precisa ser reposta A testosterona é o principal hormônio masculino, responsável por regular o desejo sexual, a massa muscular, a produção de espermatozoides e o bem-estar geral. Com o passar dos anos, é natural que os níveis hormonais diminuam gradualmente. Mas isso não significa que toda queda precisa ser tratada. A reposição de testosterona (ou TRT) só é indicada quando há diagnóstico comprovado de deficiência hormonal, identificado por exames laboratoriais e avaliação clínica detalhada. Fadiga, falta de libido ou dificuldade de ereção podem ter várias outras causas e apenas o especialista pode determinar se a testosterona é realmente o fator envolvido. Os riscos da reposição sem indicação médica Usar testosterona sem controle médico é arriscado por vários motivos. Entre os efeitos colaterais mais comuns, estão: Infertilidade masculina: o uso de testosterona externa faz com que o cérebro “entenda” que já há hormônio suficiente, interrompendo a produção natural de espermatozoides. Atrofia testicular: os testículos podem diminuir de tamanho por falta de estímulo hormonal interno. Piora da ereção: embora possa haver melhora inicial na libido, o uso prolongado desregula o eixo hormonal e pode causar disfunção erétil. Alterações metabólicas: aumento do colesterol, da pressão arterial e risco de problemas hepáticos. Mudanças de humor: irritabilidade, agressividade e sintomas depressivos podem surgir com o uso indevido. A sensação de melhora rápida costuma ser temporária. Com o tempo, o organismo se adapta e exige doses cada vez maiores, criando uma dependência hormonal que pode ser difícil de reverter. O ciclo perigoso do “funcionou no início” Muitos homens relatam melhora nas primeiras semanas de uso, mas logo percebem efeitos contrários. Isso acontece porque, quando a testosterona é administrada sem acompanhamento, o corpo reduz sua produção natural e o equilíbrio hormonal é perdido. O resultado pode ser exatamente o oposto do desejado: queda da libido, cansaço, disfunção erétil e infertilidade. Além disso, interromper o uso por conta própria pode agravar o desequilíbrio e causar sintomas ainda mais intensos. A importância do diagnóstico e do acompanhamento médico Antes de qualquer tratamento, o ideal é realizar uma avaliação completa com um urologista. O especialista vai investigar a real causa dos sintomas, analisar os níveis hormonais e indicar a melhor conduta que pode envolver reposição, mudança de hábitos ou outras terapias menos invasivas. No CBU (Centro Brasileiro de Urologia), o cuidado é individualizado. A equipe atua com protocolos baseados em evidências científicas, garantindo segurança, monitoramento contínuo e resultados duradouros. A reposição, quando necessária, é feita com indicação precisa e acompanhamento médico constante para evitar riscos desnecessários. O uso consciente é o que traz resultados verdadeiros A testosterona tem papel essencial na saúde masculina, mas não deve ser vista como atalho para desempenho ou estética. Usar hormônio sem diagnóstico é como tentar corrigir um problema que talvez nem exista e o preço pode ser alto. Com orientação adequada, é possível recuperar o equilíbrio hormonal, a energia e a saúde sexual de forma segura e sustentável. No CBU, você encontra cuidado especializado, diagnóstico preciso e reposição hormonal apenas quando indicada. Agende sua consulta e saiba se a testosterona realmente é necessária para o seu caso. 📞 (11) 3046-3690 📲 WhatsApp: (11) 94479-6009 📍 Atendimento presencial e por telemedicina