Muitos homens procuram atendimento médico com queixas como dor na região do períneo, ardência ao urinar, sensação de peso na pelve ou desconforto após ejacular. 

Em muitos casos, o exame de urina vem normal e as culturas não mostram infecção. Mesmo assim, o paciente passa por vários ciclos de antibióticos — sem melhora.

Essa é uma situação bastante comum na urologia e está relacionada à prostatite crônica ou Síndrome da Dor Pélvica Crônica. 

Diferentemente das prostatites agudas, causadas por bactérias, esse tipo de inflamação nem sempre tem origem infecciosa.

O que é a prostatite crônica?

A prostatite crônica é uma condição caracterizada por dor pélvica persistente por mais de 3 meses. Ela pode se manifestar mesmo quando:

  • Os exames de urina estão normais;
  • Não há febre;
  • Não há sinais de infecção ativa.

Nesse caso, não se trata de uma doença causada por bactérias, mas sim por:

  • Inflamação da próstata, ou
  • Disfunção do assoalho pélvico (músculos que ficam tensos e contraídos por muito tempo).

Por que a dor acontece?

Quando os músculos do assoalho pélvico permanecem tensionados, eles comprimem nervos e estruturas próximas à próstata, gerando:

  • Dor ao sentar;
  • Dor após o sexo;
  • Desconforto no períneo ou testículos;
  • Ardência urinária sem bactéria;
  • Sensação de bexiga “sempre cheia”.

Isso explica por que antibióticos não resolvem — porque o problema não é infecção.

Sinais que podem indicar prostatite crônica:

  • Dor no períneo, testículos ou baixo ventre;
  • Ardência ao urinar, mesmo com exame normal;
  • Dor ou incômodo após ejacular;
  • Sensação de peso pélvico;
  • Aumento da frequência urinária.

Se você se identificou, é importante procurar avaliação especializada.

Como o CBU trata a dor pélvica crônica?

No Centro Brasileiro de Urologia, a abordagem é multidisciplinar, considerando corpo e mente.

O plano terapêutico pode incluir:

  • Fisioterapia pélvica especializada (fundamental para relaxar e reeducar o assoalho pélvico);
  • Técnicas de liberação miofascial;
  • Medicamentos anti-inflamatórios ou neuromoduladores;
  • Ajustes no estilo de vida;
  • Acompanhamento urológico contínuo.

A fisioterapia pélvica é um dos pilares do tratamento, pois ajuda a reduzir a tensão muscular que perpetua a dor.

Conclusão

Nem toda ardência urinária ou dor na região íntima é infecção.

A prostatite crônica é uma condição real, que impacta a qualidade de vida, mas que tem tratamento quando abordada corretamente.

Se você tem apresentado sintomas persistentes, não insista em antibióticos sem resultado.

Procure o CBU para uma avaliação completa.

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