16 de janeiro de 2026 | Dr. Mario Delgado Muitos homens procuram atendimento médico com queixas como dor na região do períneo, ardência ao urinar, sensação de peso na pelve ou desconforto após ejacular. Em muitos casos, o exame de urina vem normal e as culturas não mostram infecção. Mesmo assim, o paciente passa por vários ciclos de antibióticos — sem melhora. Essa é uma situação bastante comum na urologia e está relacionada à prostatite crônica ou Síndrome da Dor Pélvica Crônica. Diferentemente das prostatites agudas, causadas por bactérias, esse tipo de inflamação nem sempre tem origem infecciosa. O que é a prostatite crônica? A prostatite crônica é uma condição caracterizada por dor pélvica persistente por mais de 3 meses. Ela pode se manifestar mesmo quando: Os exames de urina estão normais; Não há febre; Não há sinais de infecção ativa. Nesse caso, não se trata de uma doença causada por bactérias, mas sim por: Inflamação da próstata, ou Disfunção do assoalho pélvico (músculos que ficam tensos e contraídos por muito tempo). Por que a dor acontece? Quando os músculos do assoalho pélvico permanecem tensionados, eles comprimem nervos e estruturas próximas à próstata, gerando: Dor ao sentar; Dor após o sexo; Desconforto no períneo ou testículos; Ardência urinária sem bactéria; Sensação de bexiga “sempre cheia”. Isso explica por que antibióticos não resolvem — porque o problema não é infecção. Sinais que podem indicar prostatite crônica: Dor no períneo, testículos ou baixo ventre; Ardência ao urinar, mesmo com exame normal; Dor ou incômodo após ejacular; Sensação de peso pélvico; Aumento da frequência urinária. Se você se identificou, é importante procurar avaliação especializada. Como o CBU trata a dor pélvica crônica? No Centro Brasileiro de Urologia, a abordagem é multidisciplinar, considerando corpo e mente. O plano terapêutico pode incluir: Fisioterapia pélvica especializada (fundamental para relaxar e reeducar o assoalho pélvico); Técnicas de liberação miofascial; Medicamentos anti-inflamatórios ou neuromoduladores; Ajustes no estilo de vida; Acompanhamento urológico contínuo. A fisioterapia pélvica é um dos pilares do tratamento, pois ajuda a reduzir a tensão muscular que perpetua a dor. Conclusão Nem toda ardência urinária ou dor na região íntima é infecção. A prostatite crônica é uma condição real, que impacta a qualidade de vida, mas que tem tratamento quando abordada corretamente. Se você tem apresentado sintomas persistentes, não insista em antibióticos sem resultado. Procure o CBU para uma avaliação completa. 👉 Marque sua consulta no CBU 📞 (11) 3046-3690 📲 WhatsApp: (11) 94479-6009