O que é o hipogonadismo masculino?

O hipogonadismo masculino é uma condição onde os testículos não produzem a quantidade adequada do hormônio testosterona. 

Este hormônio desempenha um papel muito importante no crescimento e desenvolvimento do homem durante a puberdade.

O hipogonadismo pode se desenvolver durante o crescimento do feto na gestação, surgindo logo ao nascer. Mas também pode se manifestar em qualquer idade. Isso ocorre geralmente quando ocorrem lesões ou infecções nos testículos.

Quais os sintomas do hipogonadismo?

Em bebês ocorre o crescimento prejudicado dos órgãos sexuais externos. Nos meninos (antes da puberdade), compromete o desenvolvimento do pênis, de músculos e dos pelos do corpo, causa surgimento de mamas, ausência das alterações na voz que são comuns na puberdade e crescimento desproporcional dos braços e pernas em relação ao tronco.

Já nos homens (após a puberdade), o hipogonadismo diminui a quantidade de pelos, contribui para o aumento da gordura corporal e para a perda de massa muscular.

Além disso, pode acarretar problemas de disfunção erétil e baixa libido. Também pode acontecer a redução da produção de espermatozóides, o que pode causar infertilidade ou dificuldade de engravidar a parceira.

A doença também pode afetar a autoestima, causando problemas psicológicos como depressão e ansiedade pela não aceitação do próprio corpo.

Quais as possíveis causas?

De acordo com a glândula afetada podemos classificar as causas em dois tipos:

– Hipogonadismo primário

Doenças autoimunes, problemas genéticos, criptorquidia, caxumba. Neste tipo, os testículos não funcionam de forma normal, produzindo pouco ou nenhuma testosterona porque não respondem ao estímulo cerebral.

– Hipogonadismo secundário

Problemas genéticos como a Síndrome de Kallmann, obesidade, infecção por HIV, excesso de ferro no sangue. No hipogonadismo secundário, acontece uma diminuição ou ausência da produção de hormônios no cérebro, como o FSH e LH, que são responsáveis por estimular os testículos a produzir testosterona.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico deve ser sempre clínico e laboratorial.  É necessário que o homem apresente algum dos sintomas citados anteriormente, junto com uma dosagem de testosterona baixa no sangue.

O tratamento deve ser feito por meio do acompanhamento com o médico urologista para que a terapia de reposição da testosterona seja eficaz e segura.

Para agendar uma consulta com um dos Urologistas do CBU entre em contato pelo (11) 3046-3690 ou envie um WhatsApp para (11) 94479-6009.