A síndrome da bexiga dolorosa

Também conhecida como cistite intersticial, a síndrome da bexiga dolorosa é uma doença crônica e refere-se à uma inflamação da parede da bexiga. 

A doença é definida como a sensação desagradável (dor, pressão, desconforto) relacionada à bexiga – principalmente quando ela está cheia.

Podem surgir também outros sintomas como micção frequente diurna e noturna, urgência para urinar e alívio da dor com a micção.

O diagnóstico pressupõe a presença de sintomas com mais de 6 semanas de duração e ausência de outras causas identificáveis como as infecções do trato urinário, tumores da bexiga, endometriose, entre outros.

A síndrome da bexiga dolorosa acomete quatro vezes mais as mulheres do que os homens. 

As causas do problema

Ainda não há informações categóricas sobre as causas para a cistite intersticial (ou síndrome da bexiga dolorosa).

Alguns estudos relacionam essa doença com a desregulação do sistema inflamatório do organismo, a infecções do trato urinário que não se consegue diagnosticar com os exames rotineiros da urina, à alterações da resposta dos mastócitos (células envolvidas nas respostas alérgicas), distúrbios da permeabilidade da bexiga e etc.

Assim, aparentemente, as causas parecem ser multifatoriais, ou seja, provocadas por diferentes fatores que atuam simultaneamente.

Os sintomas da síndrome da bexiga dolorosa

Os sintomas de cistite intersticial ou síndrome da bexiga dolorosa variam em intensidade de pessoa para pessoa. Para alguns pacientes, os sintomas podem oscilar e para outros, eles são permanentes.

Mas o sinal mais comum é a dor (muitas vezes com o aumento da pressão na bexiga) localizada a nível suprapúbico.

As mulheres diagnosticadas com a doença podem sentir dor durante as relações sexuais. 

Além disso, os pacientes acometidos por essa síndrome estão suscetíveis a outros problemas de saúde como: síndrome do intestino irritável, fibromialgia, depressão, ansiedade e outras síndromes dolorosas.

O diagnóstico 

Não há nenhum exame específico que vá confirmar com total certeza esse diagnóstico e, muitas vezes, leva-se tempo até a conclusão. 

Na maioria dos casos é necessário um pouco de paciência e disciplina, pois o diagnóstico é estabelecido conforme o quadro clínico se desenvolve.

E por se tratar de uma doença crônica, ainda não há cura. No entanto, existem opções para controlar os sintomas.

O tratamento

Existem múltiplas opções de tratamento para aliviar a dor. Confira:

– Terapias complementares: redução de stress, fisioterapia, exercícios específicos de relaxamento (como o yoga), banhos de água quente de imersão, acupuntura;

– Alterações na alimentação: alguns tipos de alimentos e bebidas podem piorar os sintomas e devem ser evitados. Os mais conhecidos são: café, álcool, adoçantes, pimenta, bebidas ácidas. 

– Tratamento Medicamentoso: antidepressivos orais como a amitriptilina, anti-histamínicos como a cimetidina ou hidroxizina, polisulfato de pentosano e derivados heparinoides, analgésicos como os anti-inflamatórios (ex. ibuprofeno), ou outros medicamentos (ou remédios) como os antiespasmódicos ou fármacos para a dor neuropática. Medicamentos intravesicais (instilados diretamente dentro de bexiga), Medicamentos injetados dentro das paredes da bexiga, como a toxina botulínica.

– Cirurgia – realizar tratamento cirúrgico (hidrodistensão vesical ou fulguração de úlceras vesicais se presentes).

Em hipótese alguma o paciente deve optar pela automedicação, podendo agravar seu quadro clínico.

Lembre-se: é importante buscar a avaliação de um médico especialista em urologia, seguir com a medicação da forma como foi prescrita, durante o tempo recomendado pelo médico, sob o risco de surgirem possíveis complicações e mais difíceis de tratar.

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